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Ausência de Pernambuco em reunião com Bolsonaro é debatida em Plenário

REPRESENTAÇÃO – “Gesto não seria visto como adesão política ou subserviência”, acredita Priscila Krause. Foto: Alepe

Os deputados Priscila Krause (DEM) e Isaltino Nascimento (PSB) repercutiram, na Reunião Plenária, decisão do Governo do Estado de não comparecer à reunião entre governadores e o presidente eleito, Jair Bolsonaro, nesta quarta (14) em Brasília. Pernambuco e outras unidades federativas da região serão representados pelo governador do Piauí, Wellington Dias, que falará em nome do Fórum dos Governadores do Nordeste. O encontro foi convocado pelos governadores eleitos do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.

“Reconheço a existência do Fórum dos Governadores do Nordeste, mas, em momentos cruciais como este, não queremos que Pernambuco seja representado por outro governador”, afirmou a democrata. A parlamentar questionou a ausência da vice-governadora eleita, Luciana Santos, já que o governador Paulo Câmara e o atual vice, Raul Henry, estão fora do País. “O gesto não seria visto como adesão política ou subserviência, e sim como uma sinalização de que os interesses dos pernambucanos estão acima de qualquer diferença”, acredita.

A articulação dos governadores que convocaram a reunião com Bolsonaro é vista por ela como positiva. “Foi um movimento de baixo para cima, que mostra que há hora para tudo, inclusive a de desarmar os palanques e discutir os anseios dos Estados”, avaliou Priscila. “O Nordeste não é independente e carece de costuras republicanas; precisa que seus governantes coloquem as necessidades do povo acima das diferenças, que são muitas”, acrescentou.

Foto: Alepe

Nascimento, que é líder do Governo na Casa, reafirmou a legitimidade do Fórum dos Governadores do Nordeste para representar Pernambuco no encontro. “O grupo tem reuniões periódicas e constantes, nas quais se apontam caminhos para as temáticas que interessam ao conjunto.” O parlamentar, em contrapartida, questionou a movimentação dos eleitos João Dória (SP), Wilson Witzel (RJ) e Ibaneis Rocha (DF). “São gestores que sequer tomaram posse, mas estão se arvorando, de cima para baixo, como os arautos dos demais governadores”, criticou.

Para Nascimento, a iniciativa de reunir os governadores para apresentar demandas deveria ter partido do próprio presidente eleito. “Bolsonaro não quer se comprometer e faz desses governadores vinculados politicamente a ele prepostos para convocar o suposto fórum”, pontuou. “Na nossa ótica, o Governo de Pernambuco agiu de forma correta ao não chancelar algo que sequer existe”, concluiu.

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