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Ex-advogado de Trump diz estar "cansado das mentiras" do presidente

Michael Cohen, ex-advogado pessoal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. EPA/JUSTIN LANE

EFE - Michael Cohen, ex-advogado pessoal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que aceitou colaborar com a Justiça por estar "cansado das mentiras" do seu ex-chefe, e ressaltou que este sabia que os pagamentos para silenciar duas mulheres com as quais supostamente se relacionou "eram errados".

"Estou cansado das mentiras. Estou cansado de ser leal ao presidente Trump. Dei lealdade a alguém que, na verdade, não merece lealdade", afirmou Cohen em entrevista à emissora "ABC".

As declarações de Cohen são as primeiras depois que na quarta-feira foi condenado a três anos de prisão por uma série de acusações que incluem assuntos vinculados à investigação sobre a trama russa, como mentir ao Congresso sobre o projeto do agora presidente de construir em Moscou uma Trump Tower.

Cohen se declarou culpado tanto nesse caso dirigido pelo promotor especial que investiga a trama russa, Robert Mueller, como em outro conduzido por promotores de Nova York, que lhe acusavam de evasão de impostos e violações da lei de financiamento de campanhas eleitorais pelo pagamento a duas mulheres que Trump queria silenciar por ter cometido adultério com elas.

"Claro que o presidente sabia que estes pagamentos eram errados", declarou aquele que foi um dos colaboradores mais próximos de Trump.

Nesta quinta-feira, Trump tentou se distanciar de Cohen ao assegurar que "nunca" mandou seu ex-advogado "violar a lei" e que este "simplesmente aceitou essas acusações para envergonhar o presidente" e obter "uma sentença de prisão muito reduzida".

"Não acredito que haja alguém que acredite nisso. Em primeiro lugar, nada na Organização Trump acontecia se não passasse por Trump. Ele me pediu para fazer esses pagamentos, me pediu para envolver-me nestes assuntos", acrescentou o advogado.

Concretamente, Cohen indicou que o atual presidente estava então "muito preocupado em como poderiam afetar as eleições" presidenciais de 2016, já que foram revelados semanas antes da votação.

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