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Coronavírus: como se prevenir desta doença?

Foto: Divulgação


Por Kaio Galvão e Laura Cabral

CORONAVÍRUS 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o coronavírus (CoV) é uma grande família viral  conhecida desde meados da década de 60. Esses vírus são comuns em animais, mas ocasionalmente pode ocorrer a transmissão para seres humanos através da ingestão de carne de animais silvestres como: cobras e morcegos, podendo causar infecções respiratórias e intestinais. Os coronavírus recebem este nome por causa de pequenos espinhos que possuem na superfície de sua estrutura viral, que lembram uma coroa. O novo coronavírus ainda não possui um nome científico, mas foi apelidado pelos cientistas de (2019-nCoV).

Estruturalmente, são vírus de RNA envelopado, e a  subfamília é composta por quatro gêneros Alfacoronavírus, Betacoronavírus, Gammacoronavírus e Deltacoronavírus. Dois vírus da mesma subfamília já foram associados a epidemias anteriores: SARS-CoV (causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave - SARS) e MERS-CoV (causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio - MERS), todos pertencentes à subfamília Betacoronavírus, a qual também pertence o novo coronavírus (2019-CoV). 

Os escassos dados epidemiológicos disponíveis sugerem que a infecção por 2019-nCoV é principalmente de natureza zoonótica, com transmissão limitada de homem para homem. O novo coronavírus foi identificado em Wuhan, na China. O vírus foi transmitido para uma ou mais pessoas via contato humano-animal no mercado público de animais silvestres e marinhos da cidade. Ainda não se sabe ao certo qual foi o animal envolvido na transmissão. Até 27 de Janeiro de 2020, segundo a OMS, foram confirmados 2.798 casos do novo coronavírus (2019-nCoV) no mundo. Destes, 2.761 (98,7%) foram notificados pela China, incluindo as regiões administrativas especiais de Hong Kong (8 casos confirmados), Macau (5 casos confirmados) e Taipei (4 casos confirmados). Fora do território Chinês, foram confirmados 37 casos. Destes, 36 apresentam histórico de viagem para China e 34 apresentam histórico de viagem para a cidade de Wuhan/China ou vínculo epidemiológico com um caso confirmado que viajou para Wuhan/China. Já no Brasil, o Ministério da Saúde informou no dia 29 de Janeiro de 2020 que existem nove casos considerados suspeitos de coronavírus no país. Em São Paulo, há três casos; em Santa Catarina, dois; e nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Ceará, um em cada, sendo um grande alerta para para a população Brasileira se prevenir contra o vírus e tomar as medidas cabíveis para impedir a disseminação. 

TRANSMISSÃO

Algumas investigações apontaram que a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) foi transmitida de gatos da cidade para humanos, enquanto os MERS de camelos dromedários. No caso do novo coronavírus (2019-nCoV) ainda não se sabe por qual animal a contaminação ocorreu. Quando se trata da transmissão de pessoa para pessoa a memsma costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal via mucosas com secreções de pessoas infectadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro; contato como toque ou aperto de mão; contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos. Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe e, portanto, o risco de maior circulação mundial é menor. O vírus pode ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 

Os sinais e sintomas clínicos do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado como febre, coriza, dor de garganta, tosse e dificuldade de respirar.

PREVENÇÃO

Para prevenir  as chances de contaminação, sugere-se evitar o contato com pessoas doentes, lavar com regularidade as mãos por pelo menos 20 segundos, utilizando água e sabão, e evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca, evitar contato próximo e ingestão de  carne de animais silvestres e não compartilhar objetos pessoais.



Fontes: 

  • ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)

  • Ministério da Saúde 

  • Science Direct

  • Secretaria de Vigilância em Saúde 

  • Organização Mundial da Saúde (OMS)

  • Sociedade Brasileira de Infectologia



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